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Disjuntor ideal como escolher para a instalação elétrica

Escolher o disjuntor ideal para instalação elétrica é uma das decisões mais importantes em qualquer projeto elétrico, pois garante proteção, segurança e eficiência para todo o sistema.

Quando pensamos em segurança elétrica, um dos primeiros dispositivos que deve vir à mente é o disjuntor. Ele é responsável por proteger instalações residenciais, comerciais e industriais contra sobrecargas e curtos-circuitos, evitando danos em aparelhos, fiações e, principalmente, garantindo a segurança das pessoas.

No entanto, muitas dúvidas surgem na hora de escolher o disjuntor correto: qual a amperagem ideal? Qual modelo é mais adequado? Existe diferença entre os disjuntores residenciais e industriais?

Neste artigo, você vai entender em detalhes como funciona esse equipamento e descobrir como escolher o disjuntor ideal para sua instalação elétrica de forma prática e segura.


O que é um disjuntor e para que ele serve?

O disjuntor é um dispositivo eletromecânico projetado para interromper automaticamente a passagem da corrente elétrica quando ela ultrapassa o limite suportado pelo circuito.

Em termos simples, o disjuntor é como um “guarda-costas” da sua instalação. Ele monitora a corrente elétrica constantemente e, se identificar uma anomalia, corta o fornecimento, evitando que o calor excessivo danifique os cabos ou que faíscas causem incêndios.

As principais funções de um disjuntor são:

  • Proteção contra sobrecarga: quando a corrente ultrapassa a capacidade do circuito por tempo prolongado.

  • Proteção contra curto-circuito: quando ocorre uma falha brusca de corrente, como contato direto entre fase e neutro.

  • Isolamento: permite desligar manualmente um circuito para manutenção.


Tipos de disjuntores e como escolher o ideal para sua instalação elétrica

Antes de escolher o disjuntor ideal, é preciso conhecer os diferentes tipos disponíveis no mercado. Eles variam de acordo com a aplicação, a tecnologia e a capacidade de proteção.

1. Disjuntor termomagnético

É o mais comum em residências e pequenas empresas. Combina dois mecanismos de proteção:

  • Térmico: atua contra sobrecargas (efeito do calor).

  • Magnético: atua contra curtos-circuitos (campo magnético gerado pela corrente excessiva).

2. Disjuntor diferencial residual (DR)

Protege contra fugas de corrente elétrica e choques elétricos, desligando o circuito quando detecta correntes de fuga acima de 30mA. É essencial em áreas úmidas, como banheiros, cozinhas e áreas externas.

3. Disjuntor motor (ou disjuntor de proteção de motores)

Projetado para circuitos que alimentam motores elétricos. Esse tipo de disjuntor suporta correntes de partida elevadas sem desarmar indevidamente.

4. Disjuntor em caixa moldada

Utilizado em aplicações industriais e de grande porte, suporta correntes elevadas, geralmente acima de 100A, com recursos de ajuste de disparo.

5. Disjuntor unipolar, bipolar e tripolar

  • Unipolar: protege apenas uma fase do circuito.

  • Bipolar: protege fase e neutro.

  • Tripolar: protege sistemas trifásicos, comuns em indústrias e comércios de grande porte.


Como escolher o disjuntor ideal para sua instalação elétrica

Agora que você já conhece os principais tipos de disjuntores, é hora de aprender a definir qual deles é mais adequado para sua instalação. Essa escolha depende de três critérios fundamentais: capacidade, aplicação e dimensionamento.

1. Determine a corrente do circuito

O primeiro passo é saber qual a corrente elétrica que o circuito irá consumir. Para isso, você precisa somar a potência (em watts) de todos os aparelhos que serão ligados ao mesmo circuito.

A fórmula é:

I=PVI = \frac{P}{V}

Onde:

  • I = corrente elétrica (em ampères);

  • P = potência total dos equipamentos (em watts);

  • V = tensão da rede (em volts).

Exemplo prático:
Em um circuito de chuveiro de 5.500 W em uma rede de 220V:

I=5500220=25AI = \frac{5500}{220} = 25 A

Portanto, o disjuntor ideal para esse circuito deve ser de 25A.


2. Escolha a curva de disparo adequada

Os disjuntores termomagnéticos possuem curvas de disparo, que definem a sensibilidade à corrente. As mais comuns são:

  • Curva B: mais sensível, indicada para iluminação e circuitos residenciais.

  • Curva C: suporta picos de corrente, ideal para tomadas e pequenos motores.

  • Curva D: suporta correntes de partida elevadas, indicada para grandes motores e equipamentos industriais.


3. Verifique a tensão e o número de polos

Outro critério importante é verificar se sua instalação é monofásica, bifásica ou trifásica.

  • Monofásica: usa disjuntores unipolares.

  • Bifásica: geralmente utiliza disjuntores bipolares.

  • Trifásica: exige disjuntores tripolares.

Além disso, a tensão (127V, 220V, 380V) deve ser compatível com o disjuntor escolhido.


4. Considere o tipo de carga

Nem todos os aparelhos têm o mesmo comportamento elétrico. Equipamentos com motores (ar-condicionado, geladeiras, bombas) exigem disjuntores menos sensíveis a picos momentâneos de corrente, enquanto iluminação e tomadas comuns podem utilizar disjuntores mais sensíveis.


5. Siga as normas técnicas

No Brasil, a norma NBR 5410 da ABNT regula as instalações elétricas de baixa tensão. Ela define, por exemplo:

  • Circuitos de iluminação e tomadas devem ser separados.

  • Cada chuveiro deve ter um circuito exclusivo com disjuntor próprio.

  • O uso de dispositivos DR é obrigatório em áreas molhadas.

Seguir a norma não só garante segurança, como também evita problemas em inspeções técnicas e laudos.


Erros comuns ao escolher um disjuntor

Muitos acidentes e falhas em instalações elétricas acontecem porque o disjuntor foi mal dimensionado. Entre os erros mais comuns estão:

  1. Escolher um disjuntor acima da capacidade do circuito

    • Isso deixa a instalação desprotegida, já que o disjuntor só desarmará em situações extremas.

  2. Subdimensionar o disjuntor

    • Faz com que ele desarme constantemente, mesmo em condições normais de uso.

  3. Usar disjuntor como chave liga/desliga

    • Apesar de permitir acionamento manual, o disjuntor não deve ser usado para ligar e desligar equipamentos diariamente.

  4. Ignorar as curvas de disparo

    • Instalar curva B em um motor, por exemplo, fará o disjuntor desarmar sempre na partida.


Dicas para garantir segurança na instalação elétrica

  • Sempre contrate um profissional qualificado para dimensionar e instalar os disjuntores.

  • Verifique a qualidade da fiação: cabos subdimensionados podem superaquecer, mesmo com disjuntor adequado.

  • Prefira disjuntores de marcas reconhecidas e com certificação do Inmetro.

  • Faça inspeções periódicas no quadro de distribuição elétrica para verificar se há sinais de aquecimento ou cheiro de queimado.


Disjuntor ideal para cada aplicação: exemplos práticos

  • Iluminação residencial (127V, até 10 lâmpadas LED de 9W cada): disjuntor de 10A, curva B.

  • Tomadas de uso geral em sala de estar: disjuntor de 15A, curva C.

  • Chuveiro elétrico de 6.800W em 220V: disjuntor de 32A, curva C, exclusivo para o circuito.

  • Ar-condicionado split de 12.000 BTUs: disjuntor de 20A, curva C.

  • Motor trifásico de 5CV: disjuntor tripolar, curva D, conforme corrente de partida do motor.


Conclusão: como escolher o disjuntor ideal para instalação elétrica

Escolher o disjuntor ideal para sua instalação elétrica exige conhecimento sobre potência dos equipamentos, número de fases, tensão, curva de disparo e aplicação. Quando dimensionado corretamente, o disjuntor garante segurança, eficiência e durabilidade para toda a instalação.

Sempre que tiver dúvidas, consulte um eletricista qualificado e siga as recomendações da NBR 5410. Lembre-se: a economia de hoje pode se transformar em um risco amanhã se a escolha não for adequada.

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